Beverly Naya nasceu em Londres, estudou roteiro-escrita e produção de filmes. Ela voltou pra Nigéria, em busca da ascensão da NOLLYWOOD, onde participou de vários filmes atuando como atriz. A atriz britânica-nigeriana BEVERLY NAYA produziu em conjunto com a Netflix o documentário “SKIN”.

Beverly Naya produziu o documentário para abordar o colorismo na Nigéria, o comércio legal/ ilegal dos produtos de clareamento das peles negras e o padrão de beleza dos homens.

“O colorismo é uma forma de preconceito com pessoas da mesma raça, que são tratadas diferentemente com base na tonalidade de sua pele. Significa que quanto mais clara for a pele da pessoa negra, menos preconceito ela sofrerá, pois entende-se que está mais próxima da etnia branca.” São apresentados casos de mulheres com a pele clara, elas as “It girls”. A ideia de que as mulheres Africanas com peles clara são mais bonitas, desejadas e têm mais sucesso profissional do que as mulheres de pele escura, é colorismo na sociedade Nigeriana.

Da investigação que fiz, vi que a indústria mundial de produtos para clarear a pele foi estimada em US$ 4,8 bilhões em 2017 (cerca de R$ 18bilhões). E que segundo a OMS, 4 entre 10 mulheres na África usam produtos para clarear a pele. O maior porcentual está na Nigéria, com cerca de 8 entre 10 mulheres. Na Índia, são 6 entre 10.

No documentário, os produtos sãocremes,pílulas, injeções. Os produtos têm preços variados e no documentário, estes produtos, têm preços e origens diversas. São vendidos nas lojas de departamento, salões de estéticas e nas feiras de rua. A base dos produtos é o mercúrio e visa reduzir a melanina na pele. Os produtos podem causar câncer e problemas em vários órgãos do corpo.

Várias mulheres entrevistadas no documentário disseram que, seus homens preferem mulheres com pela clara do que as de pele escura. A submissão das mulheres, de diversas formações, condição financeira e faixa etária, que fazem uso dos produtos de clareamento da pele, para atender aos desejos dos homens, mesmo sabendo que podem prejudicar sua saúde, demonstra a força do patriarcado/machismo.

Outro padrão ajustador apresentado no documentário foi que a própria produção da NOLLYWOOD, que tem a maioria dos seus intérpretes pessoas negras, configura a iluminação dos seus filmes, para favorecer as peles negras claras.

Super vale assistir ao documentário, que também fala de reencontro com o feminino, com a ancestralidade e com a Nigéria.

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